Evento internacional discutirá futuro da bioenergia após volta dos EUA ao Acordo Climático de Paris – May, 2021

Biofuture Summit II e Brazilian Bionergy Science and Technology Conference (BBEST) debaterão políticas de fortalecimento à produção e uso de bioenergia diante de um novo cenário mundial. Evento terá representantes de governos, empresas e pesquisadores de mais de 30 países.

As primeiras medidas tomadas pelo presidente eleito dos EUA, Joe Biden, como o retorno dos EUA ao Acordo Climático de Paris e a convocação da Cúpula do Clima, ocorrida em abril, recolocam a maior economia do mundo como uma liderança ativa nas discussões mundiais sobre políticas energéticas sustentáveis. Entre elas, a geração de bioenergia e a produção de biocombustíveis.

Além disso, o recém-lançado relatório “Mapa do Caminho para Emissões Zero”, da Agência Internacional de Energia (AIE), mostra haver uma janela de oportunidade muito estreita para limitar o aquecimento global a níveis aceitáveis. Isso demandará múltiplas soluções, incluindo o crescimento do uso da bioenergia. 

Segundo a Agência, para que essa janela de oportunidade não seja perdida, a produção global de bioenergia sustentável deverá mais que dobrar nos próximo 30 anos, passando dos atuais 40 para cerca de 100 Exajoules de energia disponibilizada e a produção de biocombustíveis deverá mais que quadruplicar, aumentando o consumo diário de 1,6 para 7 milhões de barris, considerando a equivalência como o de petróleo.

Esse novo cenário, incluindo a discussão sobre as políticas públicas, tecnologias e meios para alcançar essa aceleração, estará em pauta no Biofuture Summit II e Brazilian Bionergy Science and Technology Conference (BBEST).  As duas conferências ocorrem conjuntamente, em um único evento integrado, envolvendo representantes governamentais, empresários e pesquisadores de mais de 30 países, além de organismos internacionais, como a própria AIE, e a Agência Internacional de Energias Renováveis – IRENA. A conferência ocorre em momento estratégico e definidor das tendências mundiais no campo da transição energética para o baixo carbono. 

A cerimônia de abertura do evento contará com a participação dos ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, bem como do vice-secretário de Estado de Energia dos EUA, David Turk, do diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, do presidente da FAPESP, Evandro Zago, do presidente da APEX-Brasil, Augusto Pestana, e outras autoridades. 

Renato Domith Godinho, chefe da Divisão de Promoção de Energia do Itamaraty e copresidente da Biofuture, considera que os números publicados pela AIE, bem como a mudança de postura do governo americano, reforçam o impulso internacional em direção à aceleração da bioenergia e da bioeconomia. Segundo Godinho, quanto maior a produção de bioenergia e biocombustíveis no mundo, mais essa fonte energética se tornará previsível e confiável. Novos mercados serão abertos e o Brasil sairá beneficiado. “Quem produz com eficiência tende a ganhar espaço em um mercado global maior. Não apenas para a bioenergia em si, mas para produtos, equipamentos, serviço e tecnologia associados a essa produção”, afirma.

“Passagem de bastão”

A partir de 1º de junho, os Estados Unidos assumirão a presidência da Plataforma para o Biofuturo. A passagem da coordenação do Brasil para os EUA foi aprovada unanimemente pelos países membros e ocorreu de acordo com as regras de governança da Plataforma. Essas regras preveem que a presidência da iniciativa seja rotativa entre os países membros. A transferência será oficialmente formalizada durante a conferência. 

Segundo a diplomacia brasileira, essa rotatividade é importante e traz fôlego à iniciativa. “A passagem da presidência aos EUA demonstra o amadurecimento institucional da Biofuturo e reforça ainda mais sua credibilidade como principal instância multilateral de promoção da bioenergia sustentável, diz Godinho, que participou da criação da Biofuturo e esteve na sua coordenação nos últimos quatro anos. “Apesar da multiplicação de foros sobre transição energética, até a criação da Biofuturo os biocombustíveis e a bioenergia estavam caindo no esquecimento nos debates internacionais sobre esse tema. Ficou hoje comprovado que uma iniciativa brasileira pode se tornar uma instituição de alcance global”, complementa.

O Brasil está na presidência da Plataforma para o Biofuturo desde 2016, tendo concebido e liderado sua criação. Em 2019, a Agência Internacional de Energia (AIE), ligada à OCDE, assumiu a função de facilitador, o que ampliou o prestígio da iniciativa. Criada na COP 22, em 2016, a partir da intensa atuação da diplomacia brasileira, a Biofuturo congrega 20 governos – dentre eles Estados Unidos, China, Índia e Canadá, além de países do sudeste asiático, do Mercosul e representantes da comunidade europeia – e tem por finalidade difundir políticas de incentivo à geração de bioenergia e biocombustíveis.

Política e ciência

Mercados emergentes na produção de bioenergia, sustentabilidade no uso da biomassa, políticas de incentivo à produção de biocombustíveis e bioenergia, o posicionamento dos biocombustíveis na nova economia de baixo carbono e modelos de financiamento para produção estarão entre os temas debatidos. Participarão das discussões representantes de governos, sociedade civil, empresas e pesquisadores de mais de 30 países, entre eles Alemanha, França, Espanha, Suécia e outros representantes europeus, EUA, Canadá, China, índia, países do sudeste asiático, África e América Latina.

“A Biofuturo tem uma abordagem mais política, econômica, social e de sustentabilidade. Já a BBEST procura estimular o debate técnico e a inovação”, explica Glaucia Mendes Souza, copresidente da conferência e professora titular do Departamento de Bioquímica da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Programa de Bioenergia (BIOEN) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). 

Segundo a pesquisadora, os eventos ocorrem simultaneamente porque o crescimento do setor depende de decisões políticas e econômicas, mas também de informações técnicas confiáveis e de inovação. “Quando discutimos redução de emissões, alternativas energéticas, eficiência e viabilidade, é importante contarmos com estudos técnicos e científicos que contribuam para esclarecer temas, apontar tendências e auxiliar na tomada de decisões. Os eventos simultâneos geram sinergia entre os temas”, explica.

 Painéis e palestras técnicas

Além dos painéis e mesas de debate, a conferência conjunta Biofuture Summit II e BBEST 2020-21 contará com quase uma centena de painéis e palestras técnicas que discutirão os mais diversos temas relacionados a cadeia produtiva de biocombustíveis e bioenergia, sustentabilidade e economia de baixo carbono. Para credenciamento, informações sobre os eventos e programação completa, acesse http://bbest-biofuture.org/v2/program-2/

Sobre o Biofuture Summit II / BBest 2020-21: O Biofuture Summit é a principal conferência de debate e troca de experiências em políticas públicas promovida pela Plataforma para o Biofuturo. Para sua segunda edição, o Biofuture Summit juntou-se à quarta edição da conferência científica Brazilian Bioenergy Science and Technology (BBest), para realizar um evento conjunto trazendo à luz o que há de mais avançado em políticas, financiamento, tecnologias, e ciência relacionadas à bioenergia e à bioeconomia em suas diversas formas. Participam do evento representes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países. A Biofuture Summit II/BBEST2020-21 será totalmente online e acontece entre os dias 24 e 26 de maio. Mais informações acesse http://bbest-biofuture.org/

Sobre a Plataforma para o Biofuturo: A Plataforma para o Biofuturo é uma iniciativa intergovernamental, da qual participam várias partes interessadas. Foi projetada para agir pelas mudanças climáticas e apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com uma coordenação internacional pela promoção bioeconomia sustentável de baixo carbono. Foi lançada em Marrakesh nas negociações climáticas da COP 22, em novembro de 2016. Desde 1º de fevereiro de 2019, a Agência Internacional de Energia (AIE) é o Facilitador (Secretariado) da iniciativa. A Plataforma para o Biofuturo tem vinte países membros: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai. Como uma iniciativa da qual participam múltiplas partes interessadas, várias organizações internacionais, universidades e associações do setor privado também estão envolvidas e engajadas na condição de parceiros oficiais. Para obter mais informações, visite: www.biofutureplatform.org

Sobre o BIOEN: o BIOEN, Programa de Pesquisa em Bioenergia da FAPESP, visa articular pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre entidades pública e privadas, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para avançar e aplicar o conhecimento nas áreas relacionadas à bioenergia no Brasil. As pesquisas abrangem desde a produção e processamento de biomassa até tecnologias de biocombustíveis, biorrefinarias, sustentabilidade e impactos – http://bioenfapesp.org

Sobre a Apex-Brasil: A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para isso, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

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